quarta-feira, 20 de abril de 2011

As contribuições para a Maternidade Alfredo da Costa

Tão escandalizadas que tantas pessoas ficaram.
Como diriam os evangelhos, eram capazes de rasgar as vestes, porque a Maternidade pediu contribuições.
Vieram então os publicanos (se fossem os evangelhos a reportar os factos) e demonstraram que não podia ser, que era ilegal, e fizeram uma auditoria (tranquilizai-vos, consciencias, poupai o rasgo das vestes, que já está uma auditoria no "terreno").
Como sempre, houve os que se preocuparam com a realidade essencial (os filhos que nascem), e contribuiram.
E houve os dos princípios que proclamaram a virtualidade acessória, embora pudessem contribuir (claro que quem não pode contribuir não deve ser discriminado), preferindo a má-lingua da acusação de má gestão.
Falando em coisas menos essenciais para a subsistencia da espécie: O Metropolitain Opera House de New York, quando vende bilhetes para os seus espetáculos, que são de elevado nível no panorama internacional, pergunta se o comprador não quer contribuir para alem do preço dos bilhetes, e sugere um valor (o nome do contribuinte pode figurar no programa do Metropolitain).
Nós, portugueses, preferimos abastardar a qualidade da temporada de ópera, mas orgulhosamente e de forma muito nobre, o teatro de S.Carlos tem um mecenas exclusivo e não desce a pedir uma contribuição a quem lhe compra bilhetes.
Este complexo de D.João V que temos e nos estrangula...

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